NOVEMBRO AZUL

SOBRE

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o quarto tipo mais comum e o segundo mais incidente entre os homens.

 

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

 

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos, e podem levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³), que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem, porém é necessário sempre realizar exames preventivos de acordo com a idade.

PREVENÇÃO

Estudos demonstram que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

 

A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente com o envelhecimento.

 

Ter pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença, comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários), quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.

 

 

DIAGNÓSTICO

O exame clínico (toque retal) combinado com o resultado da dosagem do antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) no sangue pode sugerir a existência da doença. Nesses casos, é indicada a ultrassonografia pélvica (ou prostática transrretal, se disponível). O resultado da ultrassonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de biópsia prostática transrretal.

 

O diagnóstico do câncer é fechado pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata.

O relatório anatomopatológico deve fornecer a graduação histológica do sistema de Gleason, cujo objetivo é informar sobre a provável taxa de crescimento do tumor e sua tendência à disseminação, além de ajudar na determinação do melhor tratamento para o paciente.

TRATAMENTO

Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento é a terapia hormonal.

 

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca)

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NOVEMBRO AZUL | 2017

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